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Israel nega responsabilidade no massacre numa praia de Gaza

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Israel nega responsabilidade no massacre numa praia de Gaza

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Israel nega qualquer implicação no bombardeamento de sexta-feira numa praia da Faixa de Gaza e na morte dos sete civis palestinianos. A posição israelita surge com os primeiros dados do inquérito oficial, que analisou indícios recolhidos nos cadáveres mas também dos horários e imagens dos bombardeamentos daquele dia.

Israel diz saber a trajectória de cada tiro feito, mas um oficial, que pediu o anonimato, garante que há uma munição que ninguém sabe onde aterrou. Mas, com base no inquérito oficial, o porta-voz do governo responde com acusações aos palestinianos. Raanan Gissin afirma que “tudo indica que não foi armamento hebraico que matou a família palestiniana mas sim explosivos colocados na praia pelos palestinianos com o cínico objectivo do governo do Hamas de usar a morte de civis inocentes”. Os membros do governo hebraico apresentaram as condolências pela morte de civis mas nunca assumiram a responsabilidade. A versão hebraica não convence a Human Rights Watch. Um dos colaboradores da associação internacional de direitos humanos defende que, mediante o que viram, é possível que se trate de um ataque israelita, mas mesmo assim, deixa a porta aberta a outra hipótese. O Hamas, que logo após a morte dos sete civis pôs fim a 16 meses de tréguas, não tem dúvidas da responsabilidade de Israel e diz mesmo que esta rejeição é um novo crime.