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Países pró-caça comercial da baleia conseguem primeira vitória

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Países pró-caça comercial da baleia conseguem primeira vitória

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A caça da baleia pode voltar a ser permitida. Os países que defendem o levantamento da proibição da captura dos maiores mamíferos do mundo conseguiram, este domingo, vencer a primeira votação da Comissão Internacional das Baleias.

A votação passou apenas por um voto. Apesar de ter ficado ainda longe dos 75 por cento necessários para abolir a protecção legal que é dada há 20 anos a estes animais. A moratória sobre caça comercial, que estava em vigor desde 1986, deixa de ser necessária, como sublinha o Japão.

Com o País do Sol Nascente, a Islândia e a Noruega, estão alinhados, pela primeira vez, uma maioria de “pró-caçadores” que as ONG’s acusam de ter vendido o voto aos nipónicos – caso da Guatemala e das ilhas Marshall. Os maiores opositores são a Nova Zelândia, Austrália, EUA e Brasil.

O comissário dos Estados Unidos diz que, além de não terem conseguido salvar baleias, até agora, os números aumentaram: a caça dizima 2000 exemplares anualmente. E por mais que se diga, o objectivo é sempre comercial.

O Japão reiniciou a caça usando uma brecha na
Comissão Internacional das Baleias, que permite a caça para “pesquisa científica”. E foi seguido pela Islândia.

Mesmo assim, o delegado japonês queixa-se da falta de resposta à questão principal: porque é que as baleias devem constituir excepção às normas de investigação com os animais? Na sua opinião são as emoções do grande público nalguns países que condicionam as opções de muitos países.

Para voltar aos tempos da caça comercial livre, ambição que nunca escondeu, o Japão tem de conseguir dois terços dos votos, o que é improvável.
Mas uma maioria simples é suficiente para impedir a Comissão de regular formas de matança, bem-estar, turismo em santuários e assuntos relacionados com pequenos cetáceos, como os golfinhos.

O método utilizado para caçar baleias é cruel e os produtos dessa atividade não suprimem necessidades humanas essenciais.
O Kujiraya, por exemplo, é um restaurante de luxo em Tóquio especializado em baleia. Serve, de 200 a 300 pratos desta carne por dia.