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Primeiro passo tímido na retirada das forças anglo-americanas do Iraque

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Primeiro passo tímido na retirada das forças anglo-americanas do Iraque

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O primeiro-ministro iraquiano, o xiita Nouri al-Maliki, anunciou esta segunda-feira que as forças do país vão assumir o controlo da província de Muthanna, no sul do território, já no próximo mês.

Este anúncio ocorre uma semana depois da visita de George W. Bush ao Iraque e tem sobretudo um carácter simbólico já que Muthanna, que faz fronteira com a Arábia Saudita, é uma das províncias menos problemáticas do país. A região de maioria xiita onde encontram as antigas ruinas sumérias de Uruk está sob controlo de um pequeno contigente multinacional liderado pelo Reino Unido. Das dezoito províncias iraquianas, três, no norte, estão sob alçada das autoridades autónomas curdas. A segurança das quinze restantes está nas mãos das forças multinacionais. Al Maliki referiu que até ao fim do ano só duas províncias poderiam passar para supervisão nacional. Após três anos de administração americana, muitos iraquianos desejam a saída das tropas estrangeiras. “Esperemos que todos os soldados se retirem do país. Qualquer iraquiano deseja que todos os ocupantes saiam, sejam eles japoneses, britânicos americanos ou de outras nacionalidades”, afirma uma jornalista iraquiana.Entretanto, o Japão vai retirar os seus 550 efectivos do território. As autoridades nipónicas anunciaram, no entanto, a manutenção da ajuda financeira ao Iraque. Os japoneses trabalhavam apenas em trabalhos de reconstrução e apoio médico devido às obrigações pacifistas impostas pela constituição do país.