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Japão confirma retirada militar do Iraque

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Japão confirma retirada militar do Iraque

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O primeiro-ministro japonês confirmou esta manhã que vai começar a retirar os seus militares do Iraque a partir do final do mês. Junichiro Koizumi oficializou o anúncio um dia depois de Bagdade ter afirmado que está pronta a assumir o controlo da segurança na província de Al-Muthanna, no sul do país,onde até agora se encontravam as forças nipónicas.

Os 600 soldados que a Constituição japonesa impede de participarem em operações militares, tinham-se ocupado até agora de missões de ajuda humanitária e dereconstrução. Estacionados na capital provincial de Samawah, sob comando britânico, os militares integrados na força multinacional irão ser rendidos em Julho por tropas iraquianas, num gesto visto como uma retirada simbólica de uma das zonas menos inseguras do país. Desde Janeiro de 2004 que cerca de 5 mil soldados japoneses se sucederam na província, naquela que é a operação militar mais importante do exército imperial desde a derrota na segunda guerra mundial. Tóquio que é um tradicional aliado norte-americano, deverá manter 200 militares da força aérea nipónica no Kuwait ao serviço da coligação militar internacional e da ONU. A retirada japonesa é saudada pelos activistas que consideravam que a operação no Iraque violava a constituição pacifista do país. Também a Itália prepara-se para começar a retirar parte dos seus efectivos militares no Iraque já em Julho, o que poderá contrariar os planos de Washington de realizar uma retirada gradual a partir do final do ano.