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Bush em Viena para cimeira UE-EUA

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Bush em Viena para cimeira UE-EUA

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Eram 21 horas em Viena, 8 da noite em Lisboa, quando o casal Bush aterrou no aeroporto internacional austríaco para a cimeira União Europeia- Estados Unidos. Um encontro com temas quentes a discutir, como os direitos humanos, Guantánamo, voos da CIA na Europa, o dossiê nuclear iraniano.

A AFP teve acesso ao projecto de declaração final da cimeira. George W.Bush e a secretária de Estado Condoleezza Rice deverão dizer o que os europeus querem ouvir, ou seja, que vão continuar a combater o terrorismo dentro do respeito pelas leis internacionais e pelos direitos humanos. A chegada do presidente norte-americano obrigou as autoridades a montarem a maior operação de segurança desde a visita do Papa João Paulo II em 1989. Para além de um vasto dispositivo policial, muitas vias de acesso à cidade e o próprio centro de Viena estão fechados ao trânsito. Foram registados vários alertas de bomba falsos. São esperadas algumas manifestações anti-Bush num país que, segundo as sondagens, é na maioria hostil às políticas da Casa Branca. Na mesa da cimeira União Europeia- Estados Unidos não faltarão temas de debate. Entre eles estará o dossiê nuclear iraniano. É o assunto que mais aproxima os dois lados do Atlântico, mesmo se os europeus vêem mal as novas ameaças americanas proferidas quando esperam a resposta de Teerão à nova proposta para pôr fim à crise. George W. Bush quer garantir o apoio europeu contra o Irão, mas terá de enfrentar a questão de Guantánamo e dos voos da CIA na Europa. São alguns dos temas que continuam a opôr europeus e americanos. A União Europeia vai usar o encontro em Viena para pedir formalmente o encerramento da base americana em Cuba, onde estão detidos 500 suspeitos de terrorismo sem acusação formada. O triplo suicídio de detidos de Guantánamo há alguns dias não abona em favor da posição americana sobre a base e o respeito dos direitos do Homem. As ambições nucleares da Coreia do Norte ressurgem neste encontro, sobretudo, porque Pyongyang prepara, aparentemente, o teste de um míssil de longo alcance. Os europeus, no ano passado, mostravam vontade de travar a Coreia do Norte e, se o teste se realizar, capitais europeias como Paris juntam-se aos países envolvidos nas negociações no pedido de uma resposta firme da ONU.