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Villepin a braços com nova crise

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Villepin a braços com nova crise

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O líder da oposição em França exige um pedido de desculpas do primeiro-ministro, Dominique de Villepin, depois de um incidente inédito no parlamento que está a provocar uma crise política. A última tempestade aconteceu na semana passada, quando caíu o preço das acções da EADS, da qual o Estado frances detém 15 por cento, por causa do anúncio da Airbus sobre atrasos na entrega de aviões A380.

O líder do PS, François Hollande, disse que o primeiro-ministro já não tinha a confiança dos franceses e que o chefe de Estado deveria por cobro a essa situação. O chefe de governo não gostou e acabou por ter um ataque de fúria. Dominique de Villepin começou por acusar o chefe da oposição de “facilitismo”. Depois a agressividade aumentou e acusou-o de “cobardia”. A reacção da maioria dos deputados fez-se sentir de imediato. A oposição mostrou-se indignada. Muitos deputados do UMP, o partido do governo, optaram por não ficar calados. Odeputado do UMP, Pierre Lellouche, explica que não se revê no que se passou, por isso, deixou o hemiciclo; uma outra deputada, Christine Boutin, considera que “não há outra solução para Villepin senão demitir-se”. É a primeira vez que o primeiro-ministro suscita a cólera de quase todos os deputados desta maneira. Acusações de cobardia no parlamento e vindas do primeiro-ministro num tom agressivo serão uma manifestação de perda de sangue frio ou então uma manobra política para as presidenciais que não terá corrido nada bem.