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Revolta anti-soviética na Hungria faz 50 anos

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Revolta anti-soviética na Hungria faz 50 anos

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Em 1956, a Hungria é palco de uma sublevação contra a ocupação soviética, três anos após a morte de Estaline. À euforia popular segue-se uma violenta repressão que se saldou em mais de 25.000 mortos.

A 23 de Outubro de 1956, uma manifestação de estudantes em Budapeste torna-se num gigantesco protesto, reunindo mais de 100.000 pessoas. Exigem a retirada das tropas soviéticas, o reconhecimento da liberdade de expressão e de opinião e a nomeação como Presidente do Conselho do reformista Imre Nagy, destituído no ano anterior. Nagy é nomeado primeiro-ministro durante a noite. Na madrugada do dia 24, o aparecimento de blindados soviéticos na capital húngara atiça a cólera dos revolucionários. A insurreição estende-se a todo o país, com uma greve geral de operariado e estudantes. A 4 de Novembro, 200.000 soldados da URSS, apoiados por 2.000 tanques, lançam uma ofensiva geral, reprimindo a sublevação húngara. Mais de 25.000 húngaros e sete mil soldados soviéticos perderam a vida nos confrontos. O novo chefe do Partido Comunista húngaro, Janos Kadar, forma um governo alinhado com a União Soviética. Nagy é detido, julgado em segredo e executado a 17 de Junho de 1958. Em dois anos, a repressão saldou-se em cerca de duas mil execuções.