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Um elogio da democracia pós-soviética com Budapeste como pano de fundo.

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Um elogio da democracia pós-soviética com Budapeste como pano de fundo.

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No final da sua primeira visita à Hungria o presidente norte-americano George Bush subiu esta tarde ao monte Gellert, nos arredores de Budapeste, para homenagear o sacrifício dos húngaros que há 50 anos se revoltaram contra o regime comunista. Uma forma de comemorar o levantamento esmagado meses depois pelo exército vermelho, mas também de agradecer a aliança de Budapeste com Washington nomeadamente na intervenção militar iraquiana.

Frente a antigos revoltosos e altos dignitários Bush afirmou que a revolta húngara é a prova de que, “a liberdade se pode adiar mas nunca negar”, sublinhando que, “a Hungria serve hoje de exemplo a todos os governos democráticos como o iraquiano, que lutam pela liberdade”. O discurso de Bush, que volta uma vez mais a pôr em paralelo a guerra contra o comunismo e a guerra contra o terrorismo poderá suscitar leituras diferentes em Moscovo. A um mês de Bush se deslocar à cimeira do G8 na Rússia, as suas palavras são entendidas como uma nova crítica ao regime de Vladimir Putin, que, por seu lado, não vê com bons olhos a perda de influência russa junto dos antigos estados soviéticos.

Durante a visita de menos de 24 horas, Bush apelou ainda ao país para reforçar os laços com a União Europeia. Desde 2005 Bush já visitou sete dos oito antigos estados soviéticos que há dois anos aderiram à União e cujas alianças com Washington lhes valeram a designação de “Nova Europa”.