Última hora

Última hora

Uma reforma para defender os vinhos europeus

Em leitura:

Uma reforma para defender os vinhos europeus

Tamanho do texto Aa Aa

Arrancar 400 mil hectares de vinha em cinco anos é o que prevê o projecto da reforma do sector vitivínicola da União Europeia, ou seja 11,7% da superfície de cultivo de vinha , que ronda actualmente 3,4 milhões de hectares. A Comissária para a Agricultura apresentou, esta quinta-feira, o primeiro esboço do projecto que visa implementar o debate sobre a modificação da Organização Comum do Mercado do Vinho.

Mariann Fisher Boel quer que a Europa se prepare para enfrentar os mercados emergentes, porque, afirma: “É evidente que o vinho do Novo Mundo está em continuo a roubar-nos uma parte do mercado”.

E, para combater essa tendência, as linhas mestras da projectada reforma são: substituir o critério da quantidade pelo da qualidade de produção, reorientar as subvenções, acabar com as ajudas à destilação de crise e apostar no marketing para escoar os vinhos europeus. A Europa continua a ser o maior exportador mundial de vinho, mas esta supremacia começa a ser posta em causa pela Austrália, o Chile, a Argentina e a Califórnia.

A União produz cerca de 15 milhões de hectolitros anuais em excesso, gastando com a transformação em etanol cerca de 500 milhões de euros por ano. Face a esta realidade, as mudanças impõem-se. A reforma deverá ser discutida até ao final do ano, votada em 2007 e entrar em vigor no máximo até 2009 para que o futuro dos nossos néctares não tenha sabor amargo.