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A Ucrânia tenta retomar a normalidade política a "todo o gás"

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A Ucrânia tenta retomar a normalidade política a "todo o gás"

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Reunidos de novo à mesma mesa, os protagonistas da revolução laranja começaram hoje a discutir a formação do novo governo de coligação entre o bloco de Julia Timoshenko, o partido Nossa Ucrânia de Viktor Yushenko e o partido Socialista. Na repartição de cargos acordada hoje, Timoshenko ocupará o lugar de primeiro-ministro, ficando o seu partido responsável pela pasta da energia e pela nomeação do presidente da companhia petrolífera nacional.

A formação do presidente Viktor Yushenko ocupará o cargo de presidente do Parlamento e os socialistas o cargo de vice-presidente do hemiciclo. As negociações que põem fim a três meses de impasse após as legislativas, confirmam a tendência pró-ocidental do país, voltando a inflamar tensões com Moscovo. Julia Timoshenko afirmou já que pretende renegociar os contratos de fornecimento de gás russo que expiram no dia 1 de Julho, para baixar o preço do metro cúbico. Uma declaração que para a companhia petrolífera russa Gazprom é apontada como uma “chantagem” e que poderá abrir caminho a uma nova crise do gás. A Ucrânia é a principal zona de passagem dos gasodutos russos que fornecem um quarto do gás consumido na Europa Ocidental. Timoshenko, que durante o seu mandato como primeiro-ministro, se recusara a visitar Moscovo, afirma no entanto querer restabelecer as boas relações com o regime de Vladimir Putin.