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Assassínio de jornalista relança desconfiança entre islamistas e governo

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Assassínio de jornalista relança desconfiança entre islamistas e governo

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A Somália continua a ser zona perigosa, apesar do acordo assinado ontem entre as milícias islâmicas e o governo que prevê a suspensão das acções militares de ambos os lados.

Um operador de câmara do canal britânico Channel Four foi assassinado ao início da tarde na capital Mogadishu, com um tiro nas costas. O jornalista, de nacionalidade sueca, cobria uma manifestação das milícias da Aliança dos Tribunais Islâmicos contra a presença de tropas estrangeiras no país, quando foi assassinado. É a primeira morte de um jornalista estrangeiro no território desde há um ano. Os paramilitares que controlam a capital depois da retirada dos “senhores da guerra” apoiados por Washington, no passado dia 5, negaram qualquer implicação no assassínio, prometendo punir o responsável. O incidente relança a desconfiança no país abalado por 15 anos de guerra civil, depois de ontem em Cartum, no Sudão, o governo interino ter assinado um acordocom os rebeldes da Aliança dos Tribunais Islâmicos, com vista à pacificação do país. O entendimento sem condições prévias foi saudado por Estados Unidos e ONU. A retoma das negociações está agendada para 15 de Julho. A comunidade internacional continua, no entanto, a não ver com bons olhos a progressão dos islamistas que impuseram a lei islâmica nos locais que actualmente controlam no país.