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Dia de reflexão em véspera de referendo

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Dia de reflexão em véspera de referendo

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Naquele que é o terceiro escrutínio este ano, 50 milhões de eleitores italianossão chamados a pronunciar-se amanhã e segunda-feira sobre uma proposta que visa uma vasta reforma constitucional. Um legado do anterior governo de Silvio Berlusconi, negociado no ano passado com a Liga do Norte.

O partido de Umberto Bossi pretendia ver o país encaminhado na direcção do federalismo. A revisão da Constituição prevê mais poderes para as regiões, bem como para o Primeiro-Ministro, em detrimento do Parlamento e do Presidente da República. Mas o novo executivo de esquerda, liderado por Romano Prodi, opõe-se totalmente à reforma. A lei foi aprovada em Novembro de 2005 pela coligação de centro-direita de Berlusconi. Mas sem uma maioria de dois terços da assembleia a favor, obrigou ao referendo que ocorre onze semanas depois da esquerda ter chegado ao poder. Muitos italianos mostram-se pouco interessados numa nova consulta popular, depois das desgastantes legislativas de Abril. Um homem diz que “o SIM é um bom voto” mas “não tem a certeza se vai votar, porque está farto”. No entanto, uma eleitora lembra que “é um assunto que afecta todos os italianos” e que “todos os que se preocupam com o seu país devem votar”. Espera que “vote uma grande percentagem da população e que escolham o NÃO”. A taxa de participação não é particularmente importante, já que o resultado do referendo é vinculativo, independentemente do número de italianos que acudam às urnas.