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Italianos em reflexão sobre reforma constitucional

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Italianos em reflexão sobre reforma constitucional

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Terminou a campanha eleitoral em Itália para aquele que vai ser o terceiro escrutínio este ano. 50 milhões de eleitores são chamados a pronunciar-se em referendo sobre uma profunda reforma da constituição. Em Novembro, o parlamento já tinha aprovado por maioria simples as mudanças, mas como não existia maioria qualificada de dois terços, foi necessário organizar esta consulta popular.

Romano Prodi, o actual primeiro-ministro é contra as mudanças. O líder da coligação de centro-esquerda referiu “que a lei reduz os poderes do Tribunal Constitucional, provoca confusão na câmara dos deputados e no senado, elimina o poder do Presidente da República. Não será um pais capaz de andar”, concluiu. Do outro lado da barricada está novamente Silvio Berlusconi, a favor da lei aprovada pela sua coligação de centro-direita no ano passado, quando ainda era primeiro-ministro. Berlusconi anunciou que “há 25, 30 anos que todo o mundo defendia a mudança da constituição mas que ninguém o fez. Nós fomos o primeiro governo que conseguiu, porque estivemos no poder cinco anos, produzir uma reforma orgânica e completa para modernizar o Estado”, disse. No estrangeiro o acto eleitoral já decorreu. Em Itália o escrutínio terá lugar no domingo e na segunda-feira. A actual constituição está em vigor desde 1948.