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Itália vota reformas constitucionais

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Itália vota reformas constitucionais

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Em Itália decorrem eleições. O referendo realiza-se durante dois dias e o objectivo é decidir sobre uma profunda reforma constitucional.

A ser aprovada, tratar-se-ia da mais profunda reforma desde a aprovação da constituição em 1948. O referendo foi proposto pelo executivo anterior de centro-direita encabeçado por Silvio Berlusconi. O actual executivo, de centro-esquerda, dirigido por Romano Prodi, opõe-se às reformas. A necessidade do referendo deve-se ao facto das propostas terem sido aprovadas apenas por maioria simples e não por maioria qualificada de dois terços o que tornaria a sua aprovação automática. Cabe agora aos eleitores decidirem se aceitam a reforma da Constituição. A coligação de centro-esquerda, actualmente no poder, rejeita as propostas constitucionais afirmando que vão afectar de forma negativa a unidade do país. Para a coligação de centro-direita, as reformas visam modernizar o sistema de governação, enfraquecendo o poder do presidente, reforçando as funções do primeiro-ministro e devolvendo poderes para as regiões.