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Italianos chumbam reforma da Constitução

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Italianos chumbam reforma da Constitução

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Os italianos chumbaram a reforma constitucional proposta pelo anterior governo de direita. Mais de 61 por cento dos eleitores acompanharam o sentido de voto do primeiro-ministro. Este foi mais um embate entre Romano Prodi, e o chefe do executivo precedente, Silvio Berlusconi. Prodi opunha-se à alteração promovida pelo rival, que defendia um texto caro aos seus antigos parceiros governamentais da Liga do Norte.

A proposta de alteração da Constituição de 1948 previa mais poderes para o primeiro-ministro e menos para o presidente, o alargamento das competências das regiões e a redução do número de deputados. Um dos defensores do Não vitorioso, Franco Bassanini, dos democratas de esquerda, explica que “a defesa da Constituição não passa pelo seu congelamento mas por reformas partilhadas pela maioria dos italianos e coerentes com os princípios e valores fundamentais da Carta Republicana.” Fabrizzio Cicchitto do partido de Berlusconi, Forza Italia, refere que a derrota do Sim se deveu ao voto militante do centro-esquerda que se mobiliza mais que o seu eleitorado, sobretudo quando a taxa de participação ronda os 50 por cento. Apesar da participação do eleitorado ser elevada, este era um critério irrelevante para a validação do resultados. A consulta popular desenrolou-se durante dois dias. As urnas estiveram abertas todo o domingo e segunda-feira, até às 15 horas locais.