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Palestinianos e israelitas inflexíveis sobre o rapto de soldado

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Palestinianos e israelitas inflexíveis sobre o rapto de soldado

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Israel prepara-se para uma operação militar de envergadura na Faixa de Gaza. A presença do Tsahal mantém a pressão dos palestinianos mas prolonga-se o rapto do soldado israelita.

Na visita aos militares, o ministro da Defesa preparou os espíritos sobre os custos humanos de uma operação. Mas Amir Peretz querer avisar os palestinianos de que um ataque a Israel não fica impune. Israel deixa entender ainda que pode entrar nos territórios palestinianos e “raptar metade do governo do Hamas”. As ameaças não parecem preocupar a população e activistas palestinianos, que preparam a defesa contra uma intervenção militar, com a criação de barricadas e colocação de minas em terrenos nos arredores das localidades. Em troca de informações sobre o soldado, os palestinianos exigem a libertação de mulheres e jovens palestinianos com menos de 18 anos detidos em Israel. Em sinal de provocação, Mohammed Abdel Al, porta-voz dos Comités Populares de Resistência, um dos grupos envolvidos no rapto, garante que o soldado se encontra em local seguro que os israelitas não conseguirão descobrir. A família do soldado Gilad Shalit apela para que o jovem, ferido no ventre, tenha a assistência médica necessária. Mas até quando vai durar o braço-de-ferro é a grande questão, pois as exigências palestinianas são inaceitáveis para Israel.