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Voos secretos da CIA: Fratini pede maior controlo dos serviços secretos

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Voos secretos da CIA: Fratini pede maior controlo dos serviços secretos

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Catorze países europeus cooperaram com os Estados Unidos, no caso dos voos e das prisões secretas da CIA. O relator suíço Dick Martin voltou a afirmá-lo perante a Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, em Estrasburgo.

O seu discurso não deixa margem para dúvidas: “Sim ou não? Houve ou não, na Europa, pessoas que, sem qualquer processo judicial, foram entregues a agentes dos Estados Unidos, para serem levadas para países onde se sabe que a tortura é praticada ou que foram transportadas para Guntánamo? A resposta é sim.”

Práticas que, segundo Franco Fratini disse à EuroNews, podem ser evitadas com um maior controlo dos serviços secretos: “O primeiro-ministro devia ter um poder de coordenação mais forte, devia ser o verdadeiro responsável político dos serviços secretos. E devia haver também um controlo parlamentar. Nalguns Estados, como o meu, já existe esse controlo parlamentar. Penso que esse controlo devia ser alargado aos recursos financeiros, porque se soubermos para que serve o financiamento dos serviços secretos, podemos saber quais as suas actividades.”

Esta é uma medida preconizada pelo Comissário para a Justiça, para estabelecer limites à acção dos serviços secretos nacionais. Convidado pelo Conselho da Europa, Fratini propõe também um debate sobre o controlo dos aeroportos e do espaço aéreo europeus.