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Polónia e cidade de Poznan celebram 50 anos de revolta anti-soviética

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Polónia e cidade de Poznan celebram 50 anos de revolta anti-soviética

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Meio século é data a celebrar e foi o que fez a cidade de Poznan, no Oeste da Polónia. Uma cerimónia para recordar a revolta operária que teve lugar ali mesmo há 50 anos. Milhares de pessoas assistiram às cerimónias e à missa ao ar livre, celebrada junto ao monumento que recorda a data. Entre os presentes, muitos participantes activos do evento e cinco presidentes. Para a ocasião, o chefe de Estado polaco recebeu os homólogos da República Checa, Alemanha, Hungria e Eslováquia, países que a um certo momento contestaram o regime soviético.

A revolta de Poznan, cidade com 600 mil habitantes, foi a segunda. Três anos antes ocorriam os tumultos em Berlim-Leste e quatro meses depois era a vez dos habitantes de Budapeste. Na manhã do dia 28 de Junho de 1956, os operários da então fábrica Estaline de Comboios, em Poznan, fazem o impensável: entram em greve. A marcha pelas ruas leva à adesão de cem mil pessoas. Pede-se comida e liberdade. O regime envia para as ruas dez mil soldados e trezentos blindados. No final pelo menos cem mortos, mais de mil feridos, 500 pessoas detidas e, com a revolta controlada, 135 julgadas e condenadas a penas de prisão.