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Israel não houve apelos à moderação e avança com retaliação contra palestinianos

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Israel não houve apelos à moderação e avança com retaliação contra palestinianos

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Os apelos internacionais à moderação ficam sem resposta e Israel está determinado a avançar e mesmo intensificar a operação para resgatar o soldado raptado e punir os assassinos do colono sequestrado e encontrado morto. Para além das posições conquistadas pelas tropas no Sul da Faixa de Gaza, o Tsahal prepara também a invasão do Norte do território e multiplica as detenções de dirigentes palestinianos.

Durante a noite, foram detidos em várias locais da Cisjordânia 64 membros do Hamas, incluindo sete ministros e 20 deputados. Em sinal de ameaça pelo apoio dado aos radicais palestinianos, a aviação israelita sobrevoou a Síria, num acto condenado por Damasco. Para o Hamas trata-se de uma declaração de guerra e um dos grupos envolvidos no rapto de Gilad Shlait desafia o Estado hebraico ameaçando não dar qualquer informação sobre o soldado.

Nabil Abu Rdeneh, porta-voz do presidente Mahmud Abbas, afirma que estes “actos não ajudam a salvaguardar a vida do soldado” e diz esperar que Israel limite as suas acções para permitir a Abbas continua a negociar uma solução política para a situação. Do lado israelita justifica-se a ofensiva. Mark Regev, porta-voz do governo de Ehud Olmert, afirma que têm de reagir, “após semanas de escalada nas actividades terroristas do Hamas contra os israelitas, dos raptos e dos ataques com foguetes artesanais contra posições no interior de Israel”.