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Mulheres kuwaitianas exercem direito de voto, vetadas pela sociedade

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Mulheres kuwaitianas exercem direito de voto, vetadas pela sociedade

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Pela primeira vez no Kuwait, as mulheres podem votar e concorrer às eleições legislativas. Hoje é, por isso, um dia histórico, em quarenta e quatro anos de monarquia constitucional.

O direito de voto foi-lhes atribuído em Maio do ano passado e em Abril, numa espécie de teste, quando participaram nas municipais, mas as hipóteses de serem eleitas são ínfimas num país ultraconservador, com um milhão de habitantes. Entre os 250 candidatos a deputados há 28 mulheres e dos cerca de 320 000 eleitores, 57% são mulheres. Mas as candidatas não têm experiência política e lutam contra as mentalidades. Algumas foram mesmo ameaçadas.

Esta foi a campanha mais agitada de sempre, centrada na luta contra a corrupção e nos ataques à família real. O escrutínio foi antecipado de um ano, devido às divergências entre governo e parlamento sobre a reforma eleitoral. Teme-se uma subida dos islamitas, o que pode provocar um novo aumento do preço do ouro negro visto que defendem a redução da produção petrolífera.