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Demissão de Balkenende lança Holanda na incerteza política

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Demissão de Balkenende lança Holanda na incerteza política

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Qual o futuro político da Holanda? É esta a grande questão, depois da queda do governo motivada pela controvérsia sobre a naturalização da ex-deputada Ayaan Hirsi Ali. O primeiro-ministro Jan-Peter Balkenende apresentou formalmente a demissão do governo holandês à rainha Beatriz no Palácio de Haia.

A decisão, severamente criticada pela imprensa, foi tomada depois do partido centrista D66 se retirar do executivo quando Balkenende recusou demitir a ministra da Imigração, Rita Verdonk.A população também não está contente com o terceiro colapso governamental desde 2002. Uma habitante de Haia diz-se “zangada” e defende que o executivo “deveria terminar o que começou e, no próximo ano, logo se veria qual o partido que lhe iria suceder”.

Um outro holandês classifica a demissão do governo de “desnecessária”, pois “ouviu a reacção de Hirsi Ali e ela própria estava surpreendida com as consequências do seu caso”. Pensa também que “é uma coisa pequena a que foi dada grande dimensão”.

A ministra da Imigração anunciou em Maio que retirava a nacionalidade holandesa à ex-deputada de origem somali, que terá incluído dados falsos nos pedidos de asilo e cidadania holandesa. No entanto, Rita Verdonk viu a decisão bloqueada pelo Parlamento e acabou por recuar no intento. A rainha Beatriz deverá consultar nos próximos dias os diferentes partidos. O cenário mais provável é a convocação de eleições antecipadas, que poderão ter lugar já a partir do mês de Setembro. Algo que, segundo as sondagens, favorecerá a esquerda, actualmente na oposição.