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Finlândia assume este sábado a presidência rotativa da União

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Finlândia assume este sábado a presidência rotativa da União

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Pela segunda vez desde que aderiu ao grupo, em 1995, a Finlândia assume, este fim-de-semana, a presidência rotativa da União Europeia. Helsínquia deve manter em vida a quase moribunda Constituição Europeia. O país quer dar o exemplo: no Outono vai tornar-se o décimo sexto Estado membro a ratificar o texto.

O chefe da Diplomacia de Helsínquia, Erkki Tuomioja, diz ter “praticamente 100% de certeza de que o Tratado, na sua forma actual, não entrará em vigor”. Mas garante que, “tal como foi definido pelo Conselho”, na última Cimeira, vai manter vivo o processo do Tratado Constitucional.

Na continuação da linha definida pela presidência austríaca, que agora termina, a agenda do semestre finlandês conta também com o alargamento da União – e as difíceis negociações com a Turquia. Aliás, a candidatura de Ancara foi aceite, em 1999, quando a Finlândia assumia a sua primeira presidência da União.

Agora, sem fechar qualquer porta, o primeiro-ministro, Matti Vanhanen, argumenta, contudo, que o alargamento tem de ter limites: “Não vamos criar nenhum critério novo para os países candidatos. Temos de ter em conta a capacidade de absorção da União Europeia, mas isso não é um critério novo no alargamento.”

Mercê da situação geográfica e dos laços históricos, Helsínquia aposta também no reforço do contacto com Moscovo, e espera ter sucesso no impasse sobre a atribuição de vistos. A Finlândia, que depende quase na íntegra, do gás russo, aposta, igualmente, na continuação do diálogo sobre a difícil questão energética.