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Macedónia vai a votos

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Macedónia vai a votos

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Pela quinta vez, depois da independência, os macedónios aprestam-se para renovar o seu parlamento, esta quarta-feira, sob o olhar atento da União Europeia.

Os social-democratas do SDSM, dirigidos pelo primeiro-ministro Vlado Buckovski lutam para se
manter no poder.

A ministra dos Negócios Estrangeiros, Ilinka Mitreva acredita na vitória:

“Aqui, juntos convosco, nós celbrámos o estatuto de país candidato à União Europeia, aqui, nós vamos celebrar a vitória de de 5 de Julho”, disse, num comício

A Macedónia é, desde Dezembro de 2005, candidato à adesão à União Europeia. Foi Vlado Buckovski, o lider da União Social-Democrata, sucedâneo do Partido Comunista
que colocou o país na via da integração europeia e da Nato. Dinâmico e ambicioso, ele chama constantemente a atenção dos seus eleitores, para as suas performances económicas.

A Macedónia continua a ser um dos países mais pobres da Europa, com um crescimento previsto do PIB de quatro por cento, para este ano. O PIB por habitante é inferior a 1.800 euros. A taxa de desemprego supera os 30 por cento.

Um quadro que pode beneficiar o principal partido da oposição, o Partido Democrático para a Macedónia Unida., cujo líder é Nokola Gruevski.

Antigo ministro das Finanças, este nacionalista reconvertido ao reformismo, foi o arquitecto da reforma fiscal e das privatisações. Muito popular, ele promete relançar a debilitada economia do país.

Dentro do eleitorado albanês, o favorito é a União Democrática para a Integraçâo, cujo principal dirigente é Ali Ahmeti. Fundador da guerrilha separatista, o chamado Exército de Libertaçâo Nacional, converteu-se mais tarde à moderação e é hoje um parceiro chave, do governo de coligaçâo de Buckovski.

Defensor da integração na União Europeia e na Nato, Ahmeti é repudiado pelos radicais albaneses do Partido Democrático dos Albaneses. O líder desta formação Arben Xhaferi, depois de ter apoiado o modelo multi-étnico, regressou às posições mais intolerantes, para reduzir a influência de Ahmedi.