Última hora

Última hora

Excesso de velocidade causou tragédia de Valência

Em leitura:

Excesso de velocidade causou tragédia de Valência

Tamanho do texto Aa Aa

Na catedral de Valência, celebrou-se, esta terça-feira, a cerimónia religiosa em memória das vítimas do acidente do metro. Uma cerimónia sem corpos presentes devido ao estado de muitos dos cadáveres. O rei Juan Carlos e a rainha Sofia participaram na homilia e apresentaram condolências a cada um dos familiares das vítimas.

Também o presidente do governo, José Luis Rodrigues Zapatero regressou de imediato da India onde se encontrava em visita oficial para participar na cerimónia. As primeiras investigações sobre as causas da tragédia apontam o excesso de velocidade. A composição circulava a 80 quilómetros por hora numa zona onde a velocidade máxima permitida era de 40 quilómetros.

Numa acta divulgada esta terça-feira, o comité de segurança da empresa admite que o maquinista possa ter sofrido algum tipo de indisposição que o tenha impossibilitado de reagir. Mas a verdade dificilmente será conhecida já que este se encontra entre as vítimas mortais do acidente.

No meio das tragédias, ficam também as histórias dos sobreviventes. Uma mulher, grávida, encontrou uma espécie de anjo da guarda. Um homem que a segurou, que pediu a toda a gente que se acalmasse para que ela saísse em primeiro lugar da carruagem porque se estava a sentir-se muito mal… Depois foram os bombeiros que forçaram as portas do metro e a polícia quem se ocupou dela.

Cristina Hasán está sã e salva e o bebé também. O homem que a ajudou, apesar do drama está feliz.

Naquele que foi o maior acidente registado em Espanha, numa linha de metro, 41 pessoas perderam a vida e 47 ficaram feridas.