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Reunião histórica entre Batasuna e socialistas bascos contestada nas ruas

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Reunião histórica entre Batasuna e socialistas bascos contestada nas ruas

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Encontro histórico e, sobretudo, simbólico entre o Batasuna, braço político da ETA, e os socialistas bascos, esta quinta-feira, em San Sebastian. Os participantes não revelaram os pormenores do que foi abordado nesta primeira reunião oficial, uma semana após o anúncio da abertura das negociações entre o governo espanhol e a ETA. Também não foi comunicada uma data para um novo encontro. A reunião, para preparar o processo de diálogo, estava prevista para terça-feira mas foi adiada devido ao ocorrido em Valência. No final, o porta-voz do ilegalizado Batasuna, considerou a reunião como histórica e de importância extrema.

Segundo Arnaldo Otegi, “são um país, o Euskadi, um povo que precisa de avançar com um processo de paz, com um diálogo de paz multilateral, que deverá permitir chegar a um acordo que respeite a pluralidade do país, que deve contar com toda a gente”. Para os socialistas bascos do PSE faltam reunir algumas condições, a começar pelo facto do Batasuna ser uma formação política ilegalizada desde 2003 pelas suas ligações à ETA. O secretário-geral do PSE, Patxi Lopez, considera que só um Batasuna legal terá hipóteses de ser um interlocutor político e de se sentar à mesa das negociações multipartidárias sobre o futuro do País Basco.

Para tal o Batasuna tem de tomar decisões, numa referência à condenação das acções violentas da ETA. Mas muitos são os que se opõe às conversações. Simpatizantes do Partido Popular e familiares das mais de 800 vítimas da ETA manifestaram-se à porta do local da reunião. Consideram que negociar com os separatistas significa legalizar 38 anos de acções terroristas. Pilar Ruiz, a mãe de um chefe de polícia assassinado pela ETA, chama aos socialistas “traidores” e diz que o filho não morreu para ser traído desta maneira. O Partido Popular não aceita, por exemplo, que o Batasuna seja tratado como qualquer outro partido.