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Alojamento precário para imigrantes temporários na Holanda

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Alojamento precário para imigrantes temporários na Holanda

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A imigração temporária na Holanda é um negócio em expansão. A agência OTTO é uma empresa especializada em mão de obra a curto prazo, que fornece trabalhadores polacos para o crescente mercado de trabalho holandês. A duração dos contratos é no mínimo de 6 meses, renováveis por um período de cinco anos. Ao contrário de fluxos migratórios anteriores estes polacos não pretenderem ficar a viver na Holanda. Peter Verlegh é o director da empresa e afirma que: “Eles não estão muito integrados na sociedade holandesa, vêm para cá trabalhar e vivem de forma pacífica no local que habitam e passados alguns meses, geralmente, regressam à Polónia”.

As agências holandesas de trabalho temporário enfrentam um problema grande: A falta de alojamento. A OTTO tem alojado os trabalhadores em pequenas Villas de turismo. Apesar das localização idílicas, nos arredores da cidade de Venray, a 80 quilómetros de Mastricht, as pessoas são distribuídas em grupos de 6 em cada pequeno chalet.

A renda mensal é de 48 euros, deduzidos dos ordenados que rondam em média os 900 euros mês. Johanna Kubik é uma trabalhadora polaca e está com saudades de casa: “Para mim não é muito agradável porque a minha família, os meus pais, estão na Polónia e os meus amigos também, por isso para mim será melhor regressar. Já trabalhei numa fábrica de queijo, trabalhei com flores e também já fiz limpeza em hoteis”.

As restrições impostas pela Holanda à imigração oriunda dos novos Estados membros da União e que deverão permanecer em vigor até ao início de 2007, obrigam as agências como a OTTO a trabalhar apenas com os polacos da Região da Silésia. Uma zona da Polónia cujos habitantes têm, por motivos históricos, direito a obter passaportes alemães.

A taxa de desemprego na Holanda atinge actualmente os 6,5 por cento enquanto na Polónia ronda os 19 por cento.