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Londres recorda em silêncio o dia do horror

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Londres recorda em silêncio o dia do horror

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Dois minutos de silêncio em toda a Grã-Bretanha marcaram, ao meio dia, a dimensão da tragédia nacional de sete de Julho de 2005.Nas ruas, carros e autocarros pararam. O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, suspendeu as suas actividades para participar nesta homenagem prestada por milhões de britânicos às vítimas dos atentados. A Rainha Isabel II participou também numa cerimómia, na catedral de S. Giles, em Edinburgo acompanhada de centenas de pessoas.

Precisamente um ano depois da explosão das três bombas no metropolitano, às 08:50 locais, mesma hora de Lisboa, a ministra da Cultura britânica, Tessa Jowell, e o presidente da Câmara de Londres, Ken Livingstone, depositaram flores em King´s Cross. Uma outra coroa de flores foi colocada às 09:47 em Tavistock Square, à hora precisa em que o quarto bombista suicida se fez explodir num autocarro causando 14 mortos e 110 feridos.

Entretanto, em Regent’s park centenas de pessoas começaram a levar cravos vermelhos, num contributo para um gigantesco memorial destinado a recordar as vítimas dos atentados e que ficará patente ao público durante o fim-de-semana. Um ano depois dos primeiros atentados suicidas na Europa, a presidência da União Europeia considerou que “ninguém está ao abrigo da ameaça terrorista” Mas os serviços britânicos de informação reiteram que a ameaça de novos atentados na Europa é bem real.