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Edith Cresson culpada de nepotismo mantém pensão de comissária

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Edith Cresson culpada de nepotismo mantém pensão de comissária

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Edith Cresson pode suspirar de alívio. Apesar de o Tribunal Europeu de Justiça a ter considerado culpada de crime de favoritismo, antiga comissária europeia vai, contudo, continuar a receber a reforma europeia, que é, actualmente, de 3600 euros mensais, cerca de 20% do seu salário de então.

A queixa foi apresentada pelo executivo europeu posterior. E o procurador-geral do Tribunal Europeu de Justiça pediu o corte de metade da pensão, como forma de ressarcimento pelos danos causados ao erário europeu. Sete anos depois, o Tribunal decidiu manter a reforma da ex-primeira-minsitra francesa, mas declarou-a culpada de nepotismo, entre 1995 e 1999, tempos em que foi comissária, em Bruxelas.

Quando o caso veio a público, em Março de 1999, a Comissão, presidida pelo luxemburguês Jacques Santer, demitiu-se em bloco. Na altura, Edith Cresson empregou o seu dentista como “cientista convidado”, funções que este nunca exerceu, tendo servido como assessor pessoal da comissária, recebendo um total de 150 mil euros. Desde então, reformas administrativas foram levadas a cabo, de forma a evitar que este tipo de situações se reproduza.