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Índia mantém estado de alerta durante investigação aos atentados de Bombaim

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Índia mantém estado de alerta durante investigação aos atentados de Bombaim

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As autoridades indianas prosseguem o inquérito aos sete atentados que, ontem à tarde em plena hora de ponta, abalaram quase em simultâneo a rede ferroviária de Bombaim. Pelo menos 183 pessoas morreram e mais de 700 ficaram feridas no mortífero ataque cuja autoria continua por apurar.

Apesar do aparente retorno à normalidade, as autoridades do Estado de Maharashtra puseram em prática um complexo dispositivo de segurança, não só para evitar novos atentados, mas também para prevenir a violência sectária.

Em Nova Delhi, dirigentes políticos da Índia e do Paquistão estiveram reunidos. No final do encontro, as duas partes prometeram que a tragédia não irá manchar as conversações de paz entre Nova Delhi e Islamabad. No entanto, a imprensa indiana revelava hoje que as suspeitas do atentado incidem sobre os rebeldes separatistas muçulmanos de Caxemira, que afirma serem patrocinados pelos serviços secretos paquistaneses.

Apesar das acusações, os principais movimentos islamitas, que combatem a presença indiana na Caxemira, negam qualquer envolvimento nos ataques. Alheios a isso, manifestantes nacionalistas indianos queimaram bandeiras paquistanesas e a efígie do primeiro-ministro indiano Manmohan Singh em protesto contra os atentados.