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Petróleo e combustíveis disparam ao som do conflito no Médio Oriente

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Petróleo e combustíveis disparam ao som do conflito no Médio Oriente

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O conflito no Líbano e as actividades da guerrilha na Nigéria estão a fazer disparar o preço do petróleo e consequentemente o dos combustíveis. Com o verão aí em força e as respectivas férias para a maioria da população esta escalada dos preços anuncia mau tempo para as carteiras e uma eventual revisão de alguns dos planos para este período estival. As distribuidoras de combustíveis não perderam tempo a actualizar o preço quando o barril de petróleo chegou esta sexta-feira aos 78,40 dólares em Nova Iorque e o Brent atingiu os 78,03 dólares.

A gasolina sem chumbo 95 vendia-se em média na zona euro a 1,30 euros por litro, mais 8 cêntimos no Reino Unido. Nos Estados Unidos, o litro custava metade do preço do que na eurolândia e na Arábia Saudita o abastecimento fazia-se a 15 cêntimos por litro.

Os analistas esperam já novos recordes no preço do crude acima dos 80 dólares, se a situação geopolítica não acalmar. A OPEP veio entretanto a público afirmar que esta subida do preço do barril fica a dever-se apenas às crescentes tensões políticas já que o mercado está bem abastecido de crude. Em Junho a Organização dos Países Exportadores de Petróleo apresentou uma produção recorde de 29 milhões 780 mil barris por dia com a retoma ao final de um ano da exportação do crude do norte do Iraque a partir de um porto na Turquia.

Ninguém acredita numa quebra dos preços dos combustíveis nas próximas semanas, dado o aumento da procura durante o verão, más notícias também para o sector do turismo.