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Coreia do Norte destrói expectativas internacionais ao rejeitar resolução da ONU

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Coreia do Norte destrói expectativas internacionais ao rejeitar resolução da ONU

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A Coreia do Norte rejeita de forma peremptória a resolução da ONU que condena os seus testes de mísseis do início do mês. O regime de Kim Jong-il afirma que vai prosseguir os seus esforços para criar uma força de autodefesa face ao que diz ser a política hostil americana.

O texto aprovado ontem, por unanimidade, no Conselho de Segurança da ONU condena os testes de mísseis, exige o fim dos lançamentos e impede Pyongyang de importar e exportar material e tecnologia ligado ao seu programa de mísseis. A China, a mais próxima aliada de Pyongyang, não usou o direito de veto depois de ter sido retirada a referência ao capítulo VII da Carta das Nações Unidas, que prevê o uso da força.

A reacção da Coreia do Norte deita por terra o optimismo internacional depois de se ter obtido um consenso. O ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, afirma que “o objectivo é levar Pyongyang a restabelecer a moratória sobre o teste de mísseis e voltar às negociações para resolver a questão do dossiê nuclear”. Lavrov considera tal possível evitando ameaças e se houver um trabalho conjunto.

Apelo lançado também pelo chefe da diplomacia japonesa. Taro Aso defende a força desta resolução, à semelhança da homólogo americana. Condoleezza Rice considera que Pyongyang é forçada a voltar às negociações. A ONU levou dez dias a tomar uma posição firme face ao lançamento de vários mísseis norte-coreanos, alguns capazes de atingir os Estados Unidos, embora no passado dia 5 de Julho tenham caído ao largo do Japão.