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Evacuação de estrangeiros em cenário de destruição

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Evacuação de estrangeiros em cenário de destruição

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Beirute é hoje uma imagem do passado. As cenas de destruição não eram tão fortes desde 1996, quando Israel lançou uma ofensiva de 17 dias contra o Hizbollah, à semelhança do que acontece agora. Os ataques de Israel para libertar os soldados sequestrados pelo grupo extremista libanês duram há seis dias. Um jornal hebraico reclamou que um quarto da capacidade de luta do Hezbollah já foi destruída.

O Estado hebraico tem-se concentrado em atacar infraestruturas essenciais no Líbano, como pontes, auto-estradas que permitem a saída do país e que agora estão destruídas, centrais eléctricas e o próprio aeroporto da capital. O governo libanês já pediu diversas vezes à comunidade internacional para interferir no sentido do cessar-fogo. A União Europeia discute hoje um documento em Bruxelas que apela ao Hezzbollah para parar de atacar cidades judaicas e a Israel para que evite uma reacção “desporporcionada” ao rapto dos militares que aconteceu há cerca de uma semana.

O Primeiro-Ministro francês, Dominique Villepin, viaja hoje para Beirute para expressar a solidariedade do povo gaulês relativamente à situação vivida no Líbano. Cidadãos alemães deixam hoje o país: “Queremos ir para casa porque estamos assustados. Todos estão assustados. Vamos para a Siria de de lá para a Alemanha. A embaixada alemã fez o melhor que podia”.

Dez dos 14 portugueses que tinham pedido ajuda para sair do Líbano regressam também hoje ao país num navio francês. A retirada dos portugueses fica a cargo do governo francês, uma vez que Portugal não tem embaixada no país.