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Residentes estrangeiros no Líbano fogem debaixo de bombas

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Residentes estrangeiros no Líbano fogem debaixo de bombas

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É a maior vaga de evacuações de cidadãos estrangeiros no Líbano. Muitos países começaram hoje os planos de evacuação dos respectivos cidadãos que se encontram no país em trabalho ou em turismo. Isto no sexto dia consecutivo de bombardeamentos.

O Governo Britânico fez tudo para que o transporte dos seus cidadãos fosse feito hoje com 37 pessoas em situação mais “vulnerável” a sairem de Beirute de helicóptero. Cerca de 800 franceses deverão também embarcar hoje num ferry disponibilizado pelo governo francês que pode comportar até 1.300 pessoas. Dez portugueses partem na mesma embarcação.

Enquanto isso, o primeiro-ministro, Dominique de Villepin, é esperado em Beirute esta noite numa viagem de solidariedade para com a situação no país. Os italianos também deixaram o Líbano hoje, cerca de 200, de acordo com fontes oficiais. Em agitação reuniram-se na embaixada antes de partirem em autocarros para Damasco, a capital da Siria. Uma cidadã disse que saía do país porque “os israelitas estão a bombardear o Líbano e todos os civis indiscriminadamente e a destruir a nação”.

A Irlanda também reuniu todos os esforços para que os civis de nacionalidade irlandesa saíssem hoje do país. Uma multidão reuniu-se nos pontos de evacuação da capital mas foi com tristeza que entraram nos autocarros: “Vivemos e trabalhamos cá há quase dois anos. Amamos este país e sempre nos sentimos seguros. É uma pena que isto aconteça, mas esperamos poder voltar muito em breve”

A maior parte das pessoas serão transportadas por via terrestre para o porto de Larnaca no Chipre e daí entrarão nos barcos que os levarão para diferentes locais. Estão em curso planos para a saída de 10.000 cidadãos à medida que a crise se intensifica.