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Divisões políticas no Líbano favorecem interesses sírios


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Divisões políticas no Líbano favorecem interesses sírios

Há um Líbano de antes e depois do assassinato de Rafic Hariri. No dia a seguir à morte do carismático ex-primeiro-ministro e às gigantescas manifestações para expulsar as tropas sírias do país, os libaneses comprometeram-se a lutar pela independência, mas estão longe da estabilidade.

Depois de três décadas de ocupação – a pretexto de realizar a defesa do país – as tropas sírias retiraram-se, em Março de 2005. Uma retirada desejada pela população libanesa mas que deixou para trás uma paisagem política marcada por divisões entre os pró e anti-sírios. Um ano depois, a situação agravou-se.

O governo saído das eleições de Maio de 2005, que pela primeira vez integra membros do Hezbollah, dilacera-se sobre questões fundamentais, como a
a destituição do presidente pró-sírio Emile Lahoud ou ainda o desarmamento do Hezbollah. De um lado os adeptos de Hariri, os druzos (árabes não muçulmanos) chefiados por Walid Jumblatt e o cristão Samir Geagea, a exigirem a deposição do presidente Lahoud. Do outro, o Hezbollah de Nashrallah, que encontrou um aliado inesperado em Michel Aoun. O general, um dos grandes líderes da resistência contra a tutela síria, dirigente do partido de Deus, demarcou-se do que chamou “golpe de Estado constitucional) e bloqueia, com os 21 deputados, qualquer acção do governo.

Se os partidos libaneses não chegarem a acordo sobre a questão do presidente, o problema do desarmamento do Hezbollah também vai continuar. Os xiitas controlam todos os sectores da sociedade no sul. Combatem a invasão israelita e a situação actual apenas reforça este objectivo junto da população.

A Síria pode estar a um passo da recuperação do peso político no Líbano. Para já, Damasco consegue manter o impasse com o equilíbrio de forças naquele país. Um estatuto favorecido pelo braço de ferro entre os Estados Unidos e o Irão, pois o Hezbollah precisa calcular o impacto da actual crise sobre aliados regionais.

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