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Líbano vê sair cada vez mais estrangeiros

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Líbano vê sair cada vez mais estrangeiros

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Bombardeado há sete dias por Israel, o Líbano vê sair cada vez mais estrangeiros do território. Um grande número de países tem em marcha planos de evacuação. O objectivo é retirar em segurança e o mais depressa possível os seus nacionais do território. Mais de cem mil pessoas, na maioria estrangeiros, chegaram por via terrestre à Síria desde o início do conflito. A Damasco foram enviados aviões fretados por diferentes países para repatriar os seus cidadãos.

A Jordânia foi hoje outro dos pontos de acolhimento de estrangeiros que fogem dos bombardeamentos no Líbano. Um grupo de mais de oitenta australianos chegou de autocarro a Amã, capital jordana. Uma mulher afirma que “lhe disseram que se saísse seria por sua própria conta e risco e que foi uma decisão que tomaram, para o caso de não haver outra forma de sair do país”.

Outra cidadã australiana diz que “a situação no Líbano é muito preocupante”. Considera que “tiveram sorte em sair do país, mas receiam bastante pelas pessoas que ainda lá ficaram”. Uma outra afirma que é “desolador ver o país a ser destruído; tinham-lhe dito que o Líbano era maravilhoso, mas aquilo que viu com os seus próprios olhos é realmente uma tragédia”.

Vários países usam navios para fazer sair os seus cidadãos. Uma luso-descendente, embora sem passaporte português, chegou a Larnaca no Chipre, a bordo de um ferry fretado por França com 900 pessoas a bordo.

Ao Chipre chegou também uma portuguesa a bordo de um helicóptero com outras 20 pessoas. Nove portugueses continuam no Líbano a aguardar evacuação.