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Comissão faz novas propostas anti-imigração ilegal

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Comissão faz novas propostas anti-imigração ilegal

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Bruxelas prepara novas propostas para combater a imigração ilegal. Na próxima segunda-feira, os ministros da Justiça e Interior vão debruçar-se sobre a forma de pôr fim ao incessante fluxo de clandestinos. Da proposta de Franco Fratini, comissário da tutela, consta a criação de um grupo europeu de polícias, intérpretes e médicos capazes de cooperar com os guardas costeiros, em caso de crise. Estas equipas multinacionais devem contar com entre 250 e 300 elementos, e poder ser mobilizadas num prazo máximo de dez dias. Os membros destas equipas devem usar um uniforme nacional com uma braçadeira europeia e serão o embrião de um futuro corpo europeu de controlo das fronteiras.

“A nossa intenção, diz Franco Fratini, é ter uma regulação comum a todos os membros destas equipas de peritos de reacção rápida, para que seja possível aprofundar a cooperação entre elas.” O comissário explicou ainda que estas missões seriam financiadas através do orçamento comunitário.

Sergio Carrera, investigador no Centro de Estudos Políticos Europeus, considera que “se está a dar demasiada importância a estas medidas. Em vez disso”, diz, “devíamos olhar para as verdadeiras rotas da imigração ou dar mais importância à proposta sobre a imigração ilegal, apresentado pela Comissão em 2005, que dá pistas para lidar com os dilemas apresentados pela mobilidade internacional.”

Outras propostas da Comissão Europeia passam pelo estabelecimento de regras comuns para a entrega de vistos de curta duração e pela criação de uma base de dados comuns sobre os ilegais que chegam à Europa.