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Repatriamento em grande escala no Líbano

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Repatriamento em grande escala no Líbano

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A gigantesca operação de repatriamento de cidadãos estrangeiros no Líbano prossegue. O navio de guerra britânico HMS Gloucester zarpou de Beirute com 180 pessoas a bordo. Estima-se que o Reino Unido tenha no Líbano 22 mil cidadãos. Também os Estados Unidos estão a utilizar helicópteros militares para transportar cidadãos para Chipre. A administração Bush está debaixo de fogo da oposição democrata liberal por ter desencadeado a operação de repatriamento demasiado tarde. Nove navios norte-americanos seguem em direcção do Líbano.

Já a caminho de Chipre estão outras 900 pessoas a bordo de um ferry grego fretado pelas autoridades francesas.

Na ilha encontra-se o alto-comissário britânico para o Chipre, Peter Millet, que referiu estar em marcha um grande esforço internacional para assegurar que os cidadãos estrangeiros que queiram sair do Líbano possam fazê-lo. Cada país está a fazê-lo para si próprio, cooperando para tomar conta de outros.”

A Paris chegaram esta terça-feira os primeiros repatriados provenientes de Larnaca no Chipre – cerca de 450 pessoas.

Espanha tem optado por fazer o repatriamento directo através da Síria. Em Madrid deram entrada esta terça-feira mais de 152 cidadãos, perfazendo já um total de pelo menos 380 pessoas que as autoridades espanholas retiraram do Líbano.

No aeroporto de Barajas um norte-americano esperava pela família e comentou o que está a acontecer no Médio Oriente. “Estou envergonhado e triste como americano, porque os meus impostos estão a causar sofrimento e o bombardeamento do Líbano e do povo libanês, bem como a morte de civis”.

O mundo esforça-se para poupar os seus cidadãos à violência da guerra. A mercê das bombas fica no terreno o povo libanês.