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Fidel Castro na cimeira do Mercosul

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Fidel Castro na cimeira do Mercosul

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A cimeira do Mercosul, na Argentina, tem este ano um convidado de peso: Fidel Castro está a participar na reunião, embora Cuba não faça parte do mercado comum sul-americano. As boas-vindas foram dadas pelo aliado Hugo Chávez, presidente da Venezuela, o mais recente membro do Mercosul.

Castro deve assinar um acordo de cooperação com o Mercosul que, além da Venezuela, é constituído pelos quatro países fundadores: Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. O bloco tem ainda dois membros associados, a Bolívia e o Chile.

A visita de Castro acontece numa altura em que os líderes de todos os países membros são de esquerda e é ainda mais importante tendo em conta que o líder cubano só muito raramente sai do país.

O Mercosul reúne uma população de 252 milhões de habitantes. O PIB somado dos cinco membros do grupo atinge os 645 mil milhões de euros.

É um parceiro comercial importante para a União Europeia. As trocas bilaterais entre os dois blocos foram, no ano passado, de 35 mil milhões de euros.

O continente sul-americano continua muito dependente das importações. A entrada da Venezuela é vista como uma medida para tentar inverter esta situação. Para muitos, a presença de Chávez e Castro nesta cimeira é a prova da viragem à esquerda do Mercosul. No entanto, os analistas interrogam-se se os países membros vão encontrar uma posição comum, ou antes entrar num conflito de interesses.