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Governo libanês ameaça envolver exército no conflito se Israel realizar invasão terrestre

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Governo libanês ameaça envolver exército no conflito se Israel realizar invasão terrestre

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A noite em Beirute decorreu mais uma vez ao som dos ataques de Israel contra redutos do Hezbollah na capital libanesa. Ao décimo dia, Israel levanta a hipótese de uma incursão terrestre em larga escala. A esta possibilidade o governo libanês responde com a ameaça de envolver o seu exército no conflito. Contudo, o executivo liderado por Fuad Siniora prefere lançar novos apelos para pôr fim à crise.

O Hezbollah esse continua a dizer que os dois soldados israelitas nas suas mãos só serão libertados no âmbito de uma troca de prisioneiros. O que Israel recusa. A guerra é também mediática. Numa operação de charme a guerrilha libanesa convidou jornalistas estrangeiros a visitar as zonas bombardeadas. Um habitante do bairro do Sul de Beirute fala da ocupação e dos ataques diários do Tsahal e pergunta se aquela não é terra libanesa.

Hassan Nasrallah, líder do Hezbollah, desmente a destruição de metade das capacidades de retaliação da guerrilha e pediu desculpas à família árabe-israelita que perdeu duas crianças num dos seus ataques contra Israel.

Do lado libanês contam-se mais de 310 mortos. Os cidadãos estrangeiros estão em fuga e há milhares de deslocados, sobretudo, habitantes que fugiram do Sul do país.