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Estados Unidos e Itália lideram esforços diplomáticos para pôr fim ao conflito israelo-libanês


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Estados Unidos e Itália lideram esforços diplomáticos para pôr fim ao conflito israelo-libanês

A chefe da diplomacia americana, Condoleezza Rice, apresentou esta sexta-feira a posição de Washington em relação ao conflito israelo-libanês. Apesar da gravidade dos confrontos, Rice não propõe uma trégua imediata, que considera contra-producente: “Um cessar-fogo seria uma falsa promessa se simplesmente nos fizesse regressar ao anterior estado das coisas, permitindo aos terroristas lançar ataques, quando e onde quisessem, e ameaçar inocentes, árabes e israelitas, em toda aquela região. Isso seria uma garantia de violência futura.”

Por esse motivo, Rice justifica a necessidade da acção de Israel: “A força utilizada tem de ser suficientemente robusta para resolver a questão, isto é, garantir que as condições no Sul do Líbano são adequadas, que a razão para a violência deixou de existir e essa razão é o Sul do Líbano ser utilizado pelo Hezbollah como uma plataforma para atacar Israel.”

A secretária de Estado norte-americana parte no domingo para o Médio Oriente, onde vai tentar ultrapassar a crise e negociar uma paz duradoura para a região, na quarta-feira estará em Roma.

Os esforços diplomáticos para pôr fim ao conflito passam também pela capital italiana. Roma acolhe, na quarta-feira, na Villa Madama, um encontro internacional com delegações do Líbano, vários países europeus, Estados islâmicos moderados, Estados Unidos, União Europeia e Nações Unidas, mas as ausências são de peso: Israel, Síria e Irão.

Itália lidera, assim, os esforços internacionais. O primeiro-ministro Romano Prodi desenvolveu esforços desde o início da crise e será de novo Roma a fazer a ligação com damasco e Teerão, acusadas de apoiar o Hezbollah. O objectivo da reunião é encontrar um meio de chegar a um cessar-fogo, relançar a ajuda humanitária e estabilizar o Médio Oriente.

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