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Só os Estados Unidos não pedem um cessar-fogo no Médio-Oriente

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Só os Estados Unidos não pedem um cessar-fogo no Médio-Oriente

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Saíu mais um apelo internacional ao cessar-fogo no Médio Oriente. Desta vez o pedido veio dos chefes de governo espanhol e turco, em nome da aliança intercultural de civilizações presidida pelos dois países. O primeiro-ministro turco Recep Tayyip Erdogan considera que não há tempo a perder, ou se actua agora com um fim das hostilidades ou então o Líbano será destruído. Luís Amado, o chefe da diplomacia portuguesa, anunciou entretanto que Portugal pode estudar a possibilidade de participar numa eventual força multinacional.

O ministro espanhol dos Negócios Estrangeiros, Miguel Angel Moratinos, confirma que estão em marcha negociações no sentido de resolver o conflito através do diálogo. A próxima reunião com representantes de outros Estados será quarta-feira em Roma. Entretanto, um outro encontro internacional decorre este fim-de-semana no Egipto, onde já se encontram os chefes da diplomacia francesa e alemã. O ministro francês Phillippe Douste-Blazy considera que “o cessar-fogo é essencial como é também importante que terminem os atentados à soberania do Estado libanês”.

Os Estados Unidos estão também empenhados em negociações mas têm outra perspectiva do problema. Queram uma solução a longo prazo e não defendem um cessar-fogo. Antes de partir para o Médio-Oriente, a secretária de Estado Condolleeza Rice disse aos jornalistas que “um cessar-fogo seria uma falsa promessa pois poderia levar os terroristas a continuarem a sua acção que é ameaçar pessoas inocentes, tanto árabes como israelitas, por toda a região”. Condolleeza Rice chega este domingo ao Médio-Oriente.