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Libaneses continuam a fugir para a Síria por estradas alternativas; autoridades desconhecem quantas pessoas optam por ficar

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Libaneses continuam a fugir para a Síria por estradas alternativas; autoridades desconhecem quantas pessoas optam por ficar

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Um dos locais procurados pelos libaneses que fogem aos bombardeamentos é Sidon, que foi bombardeada pela primeira vez pela aviação israelita. Com as principais estradas destruídas pelos bombardeamentos no sul do território, os libaneses procuram estradas alternativas para fugir a novos ataques. Aviões israelitas deixaram cair mensagens de alerta de bombardeamentos em pelo menos 14 localidades. Quem pode foge, ou por meios próprios ou aproveitando as alternativas como autocarros que têm levado refugiados para território sírio.

Mas a situação é tudo menos clara. Segundo as estimativas da ONU haverá no total meio milhão de pessoas deslocadas. Mas ninguém sabe como é que algumas famílias sem carro próprio conseguem passar a fronteira, nem quantos resolveram ficar no Líbano, o que quer dizer que também não se sabe onde estão. Podem estar ou em suas casas, ou em abrigos improvisados, mas na verdade desconhece-se de que modo pretendem proteger-se dos ataques israeltias.

O certo é que os libaneses estão a levar a sério os avisos das autoridades hebraicas. O último veio do Ministro da Defesa, Haim Ramon, que em declarações à rádio militar afirmou que o objectivo é afastar todos os elementos armados 20 quilómetros a norte da fronteira israelita.

Mas mesmo quem tenta fugir, é apanhado pelos bombardeamentos. O automóvel onde seguia uma família com duas crianças com destino à Síria foi atingido por um projéctil. As crianças ficaram feridas.