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EUA concertaram-se com Israel para que este erradique o Hezbollah, diz analista

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EUA concertaram-se com Israel para que este erradique o Hezbollah, diz analista

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As opiniões são, hoje, são unânimes: ontem, em Roma, Israel obteve uma luz verde tácita para a continuação das hostilidades. Os europeus, que desejavam um cessar-fogo, não conseguiram impor a sua vontade.

Robert Anciaux, especialista em questões do Médio Oriente, explica-nos o porquê este malogrado resultado. “Não há um projecto único para os Estados europeus, que lhes permita levar a cabo uma acção decisiva. Só os Estados Unidos seriam capazes de propor uma solução para este problema. Mas vimos que não vão ser eles a propor a solução – nem sequer um apaziguamento do conflito – na medida em que parecem ter-se concertado com Israel, para que este se ocupe da tarefa de erradicar o Hezbollah e Hamas”, afirma.

Hezbollah e Hamas são as duas organizações políticas e armadas que fazem frente a Israel. O apoio mútuo é inequívoco. Mas até onde vai esta aliança? “São duas formações que, diria, não concertam estratégias comuns mas que estão empenhadas no mesmo combate contra a ocupação israelita”, explica o analista.

Quanto à questão do apoio da Síria e do Irão ao Hezbollah, Robert Anciaux defende que há que parar de dizer que a organização é manipulada pelos dois países. “O Hezbollah está perfeitamente integrado no tecido social e político do Líbano. Tem a sua própria agenda em matéria de política interna e de política externa. Mesmo se depende financeira e logisticamente da Síria e do Irão, o que é incontestável, penso que o Hezbollah atingiu uma tal maturidade que pode eventualmente permitir-se desenvolver acções sem ter de pedir autorização àqueles que são mais protectores do que comanditários.” Acções que são comandadas por Hassan Nasrallah. O líder do Hezbollah ganhou a reputação de um homem cujas palavras se transformam, sistematicamente, em realidade.