Última hora

Última hora

Moscovo condenada por desaparecimento de checheno

Em leitura:

Moscovo condenada por desaparecimento de checheno

Tamanho do texto Aa Aa

A Rússia foi condenada pelo desaparecimento e presumível morte de um combatente checheno. O Tribunal Europeu dos Direitos do Homem deu razão à mãe do jovem independentista, que apresentou a queixa. A Rússia foi considerada culpada de violar “o direito à vida”, o direito a uma defesa efectiva e a proibição de detenções arbitrárias.

Os juízes consideraram também que a mãe da vítima esteve sujeita a tratamentos desumanos – pela incerteza em relação à vida do filho – e condenaram Moscovo a pagar uma indemnização por danos morais de 35 mil euros.

O caso remonta a 2000, quando Khadzhi-Murat Yandiev, de 25 anos, foi filmado por uma televisão privada, enquanto era interrogado por um oficial russo, que acabou por ordenar aos soldados que “acabassem com ele”.

Este foi o primeiro caso do género relativo à Chechénia, julgado pelo Tribunal dos Direitos do Homem. A sentença pode fazer jurisprudência, já que metade das 200 queixas pendentes, relativas à Chechénia, diz respeito a desaparecimentos.