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Bruxelas quer liberalização total dos correios até 2009

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Bruxelas quer liberalização total dos correios até 2009

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Depois das férias, Bruxelas vai apresentar um projecto de liberalização total dos correios. Para já, apenas a Grã-Bretanha, a Holanda e a Alemanha começaram o processo de abertura total à concorrência. Um processo que Bruxelas quer ver concluído, em todos os Estados membros, até 2009.

Os correios já estão parcialmente liberalizados, desde 2002, mas os envelopes de menos de 50 gramas continuam sob o monopólio dos correios nacionais.

Nove países já manifestaram a sua oposição às intenções de Bruxelas, numa carta enviada à Comissão. Os operadores postais de Estados como França, Grécia ou Polónia exprimem a sua “inquietação” e pedem a Bruxelas que seja “prudente”. Um estudo da PriceWaterhouseCoopers, sobre as consequências da liberalização, dá conta que os operadores nacionais serão obrigados a fechar estações de correios, a flexibilizar os preços e a pagar salários ao mesmo nível dos da concorrência privada.

Na União Europeia, o sector postal gera 135 mil milhões de euros por ano e emprega um milhão e 600 mil pessoas.