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Israel decide-se pela ofensiva aérea

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Israel decide-se pela ofensiva aérea

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Israel decidiu na quinta-feira seguir uma estratégia militar que assenta sobretudo numa ofensiva aérea. Deverá manter incursões terrestres pontuais, mas desistiu de apostar numa invasão em larga escala. Uma opção que poderá ter sido provocada pelas baixas sofridas pelo Tsahal na batalha de quarta-feira pela conquista de Bint Jbell.

A nova estratégia passa também pelo reforço de tropas. O exército vai chamar três divisões de soldados na reserva, o que totalizará cerca de 15 mil militares. Em conferência de imprensa, o ministro israelita da defesa, Amir Peretz, disse que “nunca mais nenhuma organização terrorista” poderá atacar Israel. Reforçou que o objectivo se mantém: desmantelar o Hezbollah e criar uma zona de segurança na fronteira.

A mobilização de reservistas foi justificada com a necessidade de o Tsahal estar preparado para todas as eventualidades. A necessidade de recuperar os dois soldados raptados pelo movimento xiita, facto que originou o conflito, também foi abordada por Peretz que remeteu para a Síria e o Irão a responsabilidade pela crise salientando, no entanto, que não têm intenção de iniciar uma guerra com estes países.

Na quarta-feira, Israel viveu o seu pior dia desde o início da ofensiva. Nove soldados morreram durante os confrontos para conquistar o bastião do Hezbollah: Bint Jbell. Peretz referiu-se também a essa batalha dizendo que Israel pagou um preço muito alto mas que não se vai render. Foi um discurso para levantar a moral das tropas em combate, no mesmo dia em que foi a enterrar em Haifa um dos soldados mortos.