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A Europa face ao drama nas rotas da imigração

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A Europa face ao drama nas rotas da imigração

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A pequena ilha de Lampedusa, próxima da Sicília, Itália, e o arquipélago das Canárias, em Espanha, constituem o objectivo diário de centenas de imigrantes ilegais africanos. Nas últimas 24 horas chegaram mais de cem. A pressão tem aumentado nas últimas semanas e os passageiros dos botes chegam cada vez em pior estado. Vários corpos dão à costa e muitos sobreviventes chegam em estado avançado de hipotermia e desidratação.

Desde Janeiro do corrente ano, 13 mil africanos fizeram a perigosa travessia para as Canárias e 9500 para Lampedusa. Os esforços diplomáticos desenvolvidos por Madrid, nos últimos meses, levaram 57 países africanos e europeus a adoptarem a 11 de Julho um plano de acção sobre emigração ilegal.

O governo de José Luis Zapatero considera que o problema da imigração deve obrigar a estratégias conjuntas dos parceiros europeus que passem pela segurança e vigilância, apoio aos imigrantes nas Canárias e medidas que ajudem ao desenvolvimento dos países de origem.

A antiga ministra da Cultura do Mali, pergunta, a propósito: “Será que eu, Europa, agi bem em relação a estes países africanos, ajudando a criar infra-estruturas, fábricas, criando efectivamente empregos?”. No Mali, alguns repatriados da difícil aventura em mar alto, criaram uma associação para colocar o seu artesanato no mercado. Cerca de 70% da população do Mali vive com menos de um euro por dia. Um dos associados afirma preferir ficar no Mali e morrer de fome a voltar a ser humilhado como foi.

A Espanha, a Itália e Malta pediram mais solidariedade à União Europeia. A nova Agência Europeia de Fronteiras prevê o reforço de barcos gregos e italianos da frota europeia que intercepta os barcos clandestinos provenientes, principalmente, da África subsaariana.