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Comunidade internacional reage à tragédia em Canaã

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Comunidade internacional reage à tragédia em Canaã

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Os últimos acontecimentos no Líbano suscitaram reacções a nível internacional. Depois da tragédia de ontem o cessar-fogo parece ponto de comum acordo. George W. Bush afirmou-se disposto a resolver a questão juntamente com a ONU:
“Os Estados Unidos estão determinados a trabalhar com os membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas para desenvolver uma resolução que permitirá à região obter uma paz sustentada, uma paz duradoura, uma paz que permita que os pais e às mães criem os seus filhos num mundo de esperança”, afirmou.

Discurso idêntico de Tony Blair que disse estar à vista uma base de entendimento para uma resolução: “Esta é uma situação absolutamente trágica mas nós temos que garantir que a discussão que estamos a ter e as negociações que estamos a conduzir nos levem a uma interrupção genuína das hostilidades, de modo a que possamos pôr-lhes fim de vez”

O ministro francês dos negócios estrangeiros resumiu os passos principais a dar: “Em primeiro lugar, a paragem imediata das hostilidades, em seguida encontrar o mais rapidamente possível condições para um acordo político entre todas as partes e, finalmente, se esse acordo existir, o envio de uma força multinacional”.

Durante o dia de hoje são esperadas mais reacções à actual situação no Médio Oriente, nomeadamente por parte da União Europeia, que há dois dias enviou uma delegação a Beirute e tem agendada para esta terça-feira uma reunião de emergência dos ministros dos Negócios Estrangeiros dos 25 em Bruxelas.

Ontem, a liga árabe condenou no Cairo os ataques a Canaã , pediu a abertura de um inquérito internacional e exortou o Conselho de Segurança a pressionar Israel para que cesse a ofensiva.

Damasco classificou o raide do tsahal como terrorismo de Estado.

Desde o início da ofensiva israelita no Líbano, no passado dia 12 de Julho, já morreram mais de 500 pessoas, na sua maioria civis e ficaram feridas cerca de 3 mil.