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Sul do Líbano recebe ajuda humanitária

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Sul do Líbano recebe ajuda humanitária

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O tempo urge. A trégua de 48 horas na guerra termina esta noite. Fugir e distribuir ajuda humanitária o mais depressa possível são as palavras de ordem no Líbano. Na vila de Canãa, onde viviam cerca de 25 mil pessoas, não restam mais do que algumas centenas. O cenário é de destruição e na memória estão ainda as imagens do drama de domingo passado. As organizações humanitárias começam a chegar com a ajuda para as populações da região – comida e medicamentos para uma zona quase deserta.

Robin Lodge do Programa Alimentar Mundial explica o cenário:“Não há sinais de população civil, as pessoas ou estão escondidas ou refugiadas nas aldeias vizinhas. Disseram-nos que havia pessoas aqui perto que precisavam de ajuda. As autoridades vão encarregar-se do resto, deixamos isso nas mãos das autoridades municipais”.

As Nações Unidas calculam em quase um milhão as pessoas deslocadas, mas muitas estão ainda bloqueadas por falta de meios para fugirem ou simplesmente por medo. Um residente de Canãa diz, no entanto, que não precisam de ajuda: “O que se passou aqui foi um massacre, 37 crianças foram mortas. Não é isto que vai ajudar, o que precisamos é que o mundo se una e tome uma posição pelo cessar-fogo”, afirma. A maior parte dos refugiados do sul do Líbano dirige-se à cidade portuária de Tiro ou à capital do país, Beirute.