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Economia em Cuba sacrifica população

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Economia em Cuba sacrifica população

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Desde 1961, quando o governo de Fidel nacionalizou a indústria e os terrenos agrícolas, que o país sofre de problemas económicos crónicos, que se traduzem em problemas sociais e na repressão dos seus opositores.
A nacionalização das refinarias de petróleo norte-americanas criou imediatamente um fosso nas relações com o antigo colonizador. Washington decretou um embargo comercial que continua em vigor, 44 anos depois. O embargo exclui alimentos e medicamentos e proíbe as importações de produtos cubanos.

Depois de uma aliança de 30 anos com Moscovo, Fidel viu-se forçado a abandonar a ideia de exportação da revolução pela força para a América Latina, no final da década de 80, quando também os últimos soldados cubanos começavam a voltar a casa depois da “aventura africana” em Angola. Liberalizou um pouco a economia, autorizando algumas empresas privadas e legalizando o dólar americano.

Ao mesmo tempo, Cuba encorajou o turismo ao ponto deste se tornar a primeira actividade económica do país. Dois milhões de turistas por ano rendem 2 mil milhões de dólares ao país.
Mas a abertura cavou ainda mais a brecha entre os que têm dólares e os que não têm.

A agricultura está em declíneo há muitos anos. Emprega um quarto da população activa, porém, não ultrapassa 6,6 do PIB. Os principais sectores, o do açúcar e o do tabaco estão em restruturação. Pelo contrário, o sector do petróleo está em plena expansão: em 1984, Cuba produzia 16 mil barris de crude por dia, e agora cerca de 75 mil.

Ainda não é suficiente para as necessidades do país, mas o regime cubano tem um aliado incontornável no presidente venezuelano, Hugo Chavez. Caracas fornece todo o petróleo que Havana precisa em troca do envio de médicos cubanos, dirigentes desportivos e professores. No âmbito do mesmo acordo, acolhe bolseiros nas universidades e doentes veenzuelanos nos hospitais. A descoberta de novas jazidas de petróleo, em 2004, parece dar um novo impulso à economia cubana.